quinta-feira, 26 de setembro de 2013

1ª Temporada Meet You In Paris - 11º Cap: "Sinto vontade de beija-lo."



Me surpreendi ao vê-lo, mas sorri confusa e acho que ele entendeu que eu quis dizer “o que você faz aqui”.
-Eu... Esqueci uma coisa Demi. –Ele disse sorrindo meio tímido. A luz estava batendo em seu rosto e pude ver que ele é bem bonito.
-O que você esqueceu Paul? –Eu disse sorrindo.
-Disso. –Ele se aproximou e me beijou. Achei estranho, não sei bem o que está acontecendo, ele continua com os lábios nos meus, mas não consigo interromper. Sinto vontade de beija-lo.
Eu só posso estar ficando maluca, não sei o que está havendo comigo. Uma hora me sinto totalmente atraída pelo Joe, ai vem o Nick, agora o Paul, e eu fico pensando no Logan. Que estupidez, mas eu não posso resistir. Esses garotos... Ai que raiva, eles me deixam maluca.
Eu não interrompi  e ele continuou me beijando lentamente. Eu não sabia se retribuía, se ficava ali recebendo seus beijos. Isso é bem estranho, mas depois de tudo o que aconteceu, sei que Joe não vai querer ficar comigo nunca, então acho que tenho que aproveitar. Ele passou a mão na minha cintura e tentou descê-la, mas então interrompi dessa vez e me afastei.
-Me desculpe. –Ele disse envergonhado. –É que não resisti.
-Eu preciso dormir. –Eu disse como uma desculpa para não dizer vá embora.
-Ok, boa noite.
-Boa noite. –Ele saiu, fechei a porta e me sentei ali no chão e apoiei as costas na porta. Apenas passei minhas mãos pela minha cabeça –que doía- e fiquei pensando em tudo o que havia acontecido cada vez mais. Pensar só fazia minha dor piorar.
Eu senti uma dor estranha no peito ao pensar em Joe. Senti vontade de chorar.  É tudo tão estranho, em um segundo tudo parece estar bem, mas então você percebe que nada está tão bem assim. Que droga.
Eu levantei, coloquei um casaco de frio e sai da república. Não sabia para onde ir, não tinha um “destino” apenas senti a necessidade de sair daquele cubículo e comecei a caminhar sem rumo. Eram cerca de onze da noite, estava um pouco frio –o casaco me foi útil- e as ruas estavam bem desertas. Havia alguns pubs com uns casais, mas não muitos. Cheguei até o cinema e resolvi entrar. Finalmente está passando um filme em inglês. É bom me distrair um pouco, preciso parar de pensar tanto nesses garotos. Droga, o filme tem que ter romance. A história é uma menina que gosta de um menino que já tem namorada. Merda, isso não é coincidência, é apenas... Ok é coincidência sim, mas o que eu posso fazer?
Quando o filme acabou voltei para a república, era por volta de uma hora da madrugada , não tinha quase ninguém na rua. Chegando à porta do meu quarto encontrei Nick e Miley se beijando na frente do quarto dela, fiquei feliz por eles, ela gosta dele. Entrei no meu quarto e eles nem me viram, estão ocupados demais.
Acordei com batidas na porta e alguém gritando, ótimo jeito de acordar.
-Já vai! – Gritei e me levantei para abrir a porta.
- Você estava dormindo ainda? – Ela gritou comigo.
-Sim... Não posso mais dormir não? 
-Nós vamos sair, não lembra?
-Não. – Não fazia ideia do que ela estava falando.
-Ontem nós combinamos de sair com a Lea, você não lembra?
-Não.
-Ai, então eu combinei com ela... Mas você vai junto, anda se arruma. – Me empurrou para dentro do quarto.
-Mas eu nem acordei direito Miley.
-Anda logo,  você precisa conhecer o shopping que tem aqui em Paris, é tipo perfeito! – Ela me disse animada.
-Ok, agora eu vou mais rápido. – Ela riu e eu fui ao banheiro, fiz minha higiene e troquei de roupa. – Vamos?
-Nossa você é realmente rápida. – Ela riu. – Vamos comer. – Nós descemos para comer, e então me lembrei do que havia acontecido ontem, espero não encontrar o Joe e nem o Paul, não sei o que dizer pra nenhum dos dois, na verdade nem sei se o Joe lembra do que aconteceu...
- E ai como foi a noite de ontem? – Miley me perguntou enquanto estávamos andando.
- Estranha, e confusa...
-Confusa em que sentido?
-Er... – Antes de eu responder eu trombei com alguém. – Me desculpa! – Era Nick, e atrás dele a pessoa que eu não queria ver.
-Ei, olha pra onde anda baixinha. – Nick riu – Oi Miley...
-Oi.. – Ela sorriu. Acho que o Joe estava dormindo em pé, não é possível, ele tá até com os olhos fechados.
-Ele tá bem? – Eu perguntei.
-Ressaca... Ele tá meio tonto ainda, vem Joe! Vamos cara.
-Vamos... – Disse com voz rouca.
-Tchau gente. – Nick disse, e saiu arrastando Joe. Ainda bem que eles estava assim, ainda não sei como conversar com ele.
-Vamos logo. –Miley disse puxando meu braço. –A Lea já deve estar nos esperando lá fora.
-Tá bem tá bem... Vamos logo então.
Então saímos da república e logo vi um carro preto, bem chique e grande. Lea estava do lado de fora encostada no carro nos esperando. Estava um pouco frio, não frio tipo nevando, mas o suficiente para se usar uma blusa de frio.
-Que demora. Entrem logo.
Entramos no carro. Tinha um motorista na frente e nós três fomos atrás.
-Tudo bem com vocês? –Ela perguntou enquanto o motorista dava a partida do carro
-Sim. –Respondi.
-Sim, muito bem, extremamente bem.
-Nossa essa felicidade é por causa de você com o Nick ontem? –Lea perguntou.
-O QUE? –Ela disse “surpresa” como se ninguém tivesse visto.
-Ah Miley qual é, você estava na minha própria casa. Eu vi vocês.
-Eu também vi. –Eu disse soltando um risinho.
-Meu Deus. – Ela riu. – Não aconteceu nada demais.
- Vocês se engolindo ontem na porta do seu quarto não foi nada? – Eu perguntei.
-Demetria como...
-Vocês estavam tão ocupados que nem me viram.
-Não acredito nisso. – Ela cobriu o rosto com as mãos e eu e Lea ficamos rindo.
- Mas então? Como vocês estão agora? – Lea perguntou.
- Eu não sei. – Disse com um tom triste.
-Como não sabe? – Eu perguntei.
-Não sei, é sempre assim, a gente fica e no outro dia agimos como se nada tivesse acontecido, eu não entendo. – E eu muito menos.
- Acho que vocês deviam conversar. – Lea disse. – Pra esclarecer as coisas sabe?
-Eu sei, só que... sei lá. – Miley disse.
-Complicada a vida... – Eu disse, e realmente era, Miley estava assim por causa de um, e eu que tenho que me resolver com 3, ou 4 , sei lá...
-Chegamos... – Lea disse.
-Nossa, é perto. – Eu disse, e realmente era perto, podíamos ter ido a pé.
-Pois é, devíamos ter vindo a pé, só que meu pai é frescurento e mandou o motorista me trazer. – Fez uma careta. – Pode ir Harry, vou voltar com elas. – Ela disse para o motorista.
-Tem certeza senhora Sarfati? Sei pai disse para que eu lhe esperasse.
-Pode ir que eu me viro, tchau.
-Tchau. – Ela saiu com o carro.
-Até que enfim paz! – Disse Lea. – Vamos entrar.
    Nós entramos.Com certeza era o shopping mais lindo que eu já tinha visto, tinha uns 4 andares.
-Que lindo... – Eu disse.
-Lindas são as lojas perfeitas que tem aqui, vamos. – Lea me puxou, e Miley foi atrás.
  Então fomos andando, e cada vez mais fui admirando as lindas vitrines, cheias de roupas e sapatos fabulosos esbanjando luxo. Eu tive que parar em frente a uma loja de sapatos, pois um me chamou muito a atenção. Miley e Lea pararam ao meu lado e também ficaram admirando os sapatos.
-Incrível. –Disse Miley.
-Perfeito. –Lea completou.
-E caro. –Eu disse olhando o preço chateado.
-Qual é Demi, seus pais não te deixaram nem um dinheirinho?
-Sim, mas eu gosto de guardar para coisas interessantes, tipo livros.
-Ah Demi. Compra o que você gosta... –Disse Lea.
-Não.. é bem caro. Quem sabe da próxima vez. –Eu disse rindo.
-Ok né... Vamos tomar um Starbucks? –Disse Miley.
-Vamos. –Lea respondeu entusiasmada.
Fomos até o Starbucks e pedimos. Estávamos sentadas nas poltronas confortáveis do Starbucks, apreciando nossos deliciosos cafés.
-Demi eu preciso começar a ler mais... O Nick curte essas coisas, eu preciso me encaixar mais. –Miley disse parecendo chateada.
-Miley, ele tem que gostar de você pelo o que você é. Você não precisa mudar.
-Eu sei, mas é que eu me sinto meio estranha, ele vive falando sobre arte, coisas legais e eu não sei de nada.
-Miley, não se sinta submissa. Ele gosta de você pelo o que você é. Sem mais nem menos.
-É concordo com a Demi.
-Ah eu sei... –Ela disse sorrindo apaixonada.
-Nossa me esqueci totalmente, hoje minha mãe iria ligar para mim. Esqueci meu celular na república. –Eu disse me lembrando.  –Eu preciso voltar para lá.
-Ah eu vou com você Demi. –Miley disse.
-Ok, a gente se vê depois então ok? –Lea disse. –Vou ficar por aqui.
-Ok. Tchau. –Nos despedimos e assim que estávamos saindo Cory estava entrando.
-Demi! Miley! –Ele disse surpreso.
-Oi Cory. –Eu disse o abraçando.
-O que fazem por aqui?
-Estávamos dando uma volta. –Miley respondeu.
-Mas já estamos de saída... Preciso voltar para a república, -Eu disse chateada por deixa-lo.
-Ah que pena, achei que ia ter companhia. –Ele disse rindo.
-Fica calmo, a Lea está bem ali. –Eu disse indicando com os olhos e sorrindo maliciosamente. Ele entendeu o recado. –E ela está sozinha. Vai lá garanhão. –Dei uma piscadinha.
-Ok, vou até lá. Tchau meninas, obrigada pela dica. –Beijou nossas bochechas e foi até lá. Nós saímos e voltamos à república.
Miley foi ao seu quarto e eu fui até o meu. Liguei rapidamente meu notebook e fiquei com o meu celular na mão. Meu celular após uns cinco minutos finalmente tocou.
-Mamãe? –Atendi já ficando um pouco emocionada.
-Demi minha filha, -Era tão bom ouvir sua voz, senti que ela estava tão emocionada quanto eu. –Como você está querida?
-Mamãe eu sinto tanto a sua falta. –Eu disse já começando a derramar algumas lágrimas.
-Eu também minha querida. O papai também sente. A Maddie também, a Sel também.
-Eu sinto a falta de vocês todos. –Eu disse chorando. –Me conte mãe, o que tem acontecido por aí?
-Nada demais meu amor. Mas e você está gostando de Paris?
-Mãe aqui é lindo. Fiz algumas amizades bem legais, mas ainda sinto muito a falta da minha vida antiga.
-Calma filha, quando for o Natal você estará de volta.
-Só no Natal? E ação de graças?
-Filha conversamos depois. Preciso desligar sua irmã não está se sentindo muito bem. Tchau eu te amo.
-O que houve com ela?
-Nada, só uma febre. Te amo.
-Tchau te amo. Diga que sinto saudades de todos.
Então terminei a ligação. Eu ainda estava chorando, a saudade de casa é muito grande. Senti um aperto no coração ao lembrar da minha mãe dizendo que só irei voltar no Natal. Ainda é começo de agosto. Abri meu e-mail e vi que tinha uma nova mensagem de Logan. Abri rapidamente e comecei a passar os olhos pela mensagem.
“Querida Demi,
E aí? Como você está ai em Paris? Aproveitando?
Eu espero te ver logo. Sinto falta da sua companhia, de rir com você no trabalho e fazer coisas idiotas... Volta logo.
Tchau... Logan”
Meu Deus. Logan. Sente minha falta. Acho que estou tremendo. Respondi o e-mail e o li novamente umas dez vezes. “Sinto falta da sua companhia” . Ele sentia minha falta. Que fofo.
Fiquei lembrando em como era a minha vida antes de Paris. Tudo era tão fácil. Não que agora não seja, mas eu sinto falta de tudo antes.
Tirando-me de meus pensamentos, ouvi o barulho de alguém batendo em minha porta. Fui abrir, mesmo sem vontade.
Quando abri a porta, só consegui ficar mais nervosa ao ver quem estava do outro lado.

Continua...

Então, sei que vocês querem nos matar, mas a culpa é totalmente minha (ju). Meu notebook quebrou, não estava abrindo nada, pegou um vírus do car%¨&*@ e quase perdi tudo, então me desculpem essa demora de aproximadamente 1 mês :( Entramos em "hiatus" mas já estamos de volta :DD HEHEHEHE e ai, o que acharam desse capítulo? Todo mundo vive batendo na porta da Demi hein? hehe quem será? Comentem para o próximo que vcs saberão MUAHAHAHAHA 
No mínimo 10 comentários para o próximo, e continua aquele lance que coloquei no último post sobre os 250 followers... surpresinha se alcançarmos 250 followers. Beijos até mais
 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

1ª Temporada Meet You In Paris - 10º Cap: "A melhor coisa que me aconteceu esse ano foi ter você ao meu lado."



Então depois que eu pedi uma breve explicação do jogo para Joe começamos. Cada um com um copo daqueles de shoot cheio de tequila e Joe disse que seria o primeiro a começar. O jogo é simples, ele diz algo que ele nunca fez e se alguém alguma vez na vida tenha feito aquilo tem que beber o shoot de tequila, se beber tem que encher de novo para a próxima rodada.
-Eu nunca... beijei um homem. –Ele disse rindo. Então eu, Lea, Miley e Blanda bebemos nosso shoot. A tequila desceu queimando pela minha garganta.
-Sua vez Blanda. –Disse Lea a encarando.
-Eu nunca tive um nariz tão grande quanto o seu, Lea querida. –Ela disse e senti a provocação no ar. Fiquei com uma imensa vontade de estapear a cara dessa garota, mas eu sabia que Lea tinha uma carta na manga.
-Você deve estar brincando? –Joe disse se estressando com Blanda.
-Não Joe, tudo bem. –Lea disse bebendo seu shoot. –Minha vez. Eu nunca tive uma testa do tamanho da África igual a sua Blandinha.
Blanda apenas deu um sorriso sarcástico e bebeu. Era vez de Cory agora, mas Blanda logo começou a falar.
-Eu nunca levei um fora tão grande quanto Lea levou do Theo ano passado na frente de todos na escola.
-Blanda para! –Joe começou a quase gritar com ela. Vi que os olhos de Lea estavam cheios de lágrima, mas ela não quis parar e bebeu seu shoot.
-Eu nunca... Traí meu namorado com minha colega de quarto da faculdade. –Todos então começaram a olhar surpresos para Lea e Blanda. Todos olhavam mais chocados ainda para Blanda, principalmente Joe.
-Do que você está falando sua besta? –Blanda disse gaguejando.
-Eu sou amiga da melhor amiga da sua ficante Ashley querida. Ela me disse tudo, pode admitir que você curte umas tesouradas. –Ela disse debochando de Blanda que estava ficando vermelha de raiva. –E eu ainda tenho isso. –Ela disse pegando o celular e procurando algo, então ela virou a tela e havia uma imagem bem nítida de Blanda beijando outra garota.
-ME EXPLICA ISSO. –Joe disse se levantando e gritando com Blanda.
-Não tenho nada a explicar.
-BLANDA ME EXPLICA ISSO!
Todos estavam apenas observando atentamente os dois brigando. Blanda começou com suas falas estúpidas dizendo para Joe cuidar da sua própria vida e outras desculpas ridículas.
-ESTÁ TUDO ACABADO! VOCÊ É UMA RIDÍCULA, SÓ SABE MENOSPREZAR AS PESSOAS E SE ACHAR MELHOR DO QUE TODO MUNDO. VOCÊ É UMA FÚTIL BLANDA. –Ele disse gritando, nunca o vi tão bravo desse jeito. –JÁ CANSEI DE VOCÊ FAZENDO DE TUDO PARA DEIXAR AS PESSOAS PARA BAIXO, MAS AGORA É MINHA VEZ DE TE DEIXAR PARA BAIXO! VOCÊ NÃO PASSA DE UMA PUTA LÉSBICA QUE NÃO QUER ADMITIR O QUE REALMENTE É! CANSEI DE VOCÊ. –Isso soou com música para os meus ouvidos. É claro que se fosse qualquer outra pessoa eu sentiria pena, mas é a Blanda então não consegui sentir pena dela.
-VOCÊ É MESMO UM CRETINO! –Ela disse empurrando ele e saindo. –VÃO DAR A BUNDA SEUS VIRGENS. –Saiu mostrando o dedo do meio para todo mundo.
-Joe você está bem? –Lea perguntou e ele não respondeu. Apenas pegou a garrafa de tequila e subiu as escadas da casa.
-Demi vai atrás dele. –Miley me ordenou.
-Acho que é melhor ele ficar sozinho. Depois eu vou procura-lo, mas ele precisa relaxar um pouco.
-É você tem razão. –Disse Lea.
-Você está bem Lea?  -Cory perguntou para ela.
-Não. –Ela disse com uma lágrima escorrendo pelo rosto. Acredito que seja por aquele tal de Theo e o lance do fora. Não sou amiga dela então resolvi não perguntar nada.
-Lea, não fica assim. –Miley disse tentando acalma-la. –Ainda bem que o Joe deu o fora naquela infeliz, ela só sabe estragar a vida das pessoas.
-Obrigada pelo apoio Miley.
-Que tal nos sairmos para fazer compras amanhã? Eu, você e a Demi?
-É seria bem legal, eu ainda não conheço lojas de roupa aqui ainda. –Eu disse tentando anima-la.
-Ok, vai ser bem legal. –Eu vi então surgindo um sorriso no canto de sua boca. Cory ao mesmo tempo sorriu ao vê-la sorrir.
Então eu fui até a cozinha e peguei um keep cooler na geladeira. Abri e bebi apenas um gole, então resolvi ir atrás de Joe. Subi ao segundo andar e fiquei procurando em várias portas, até que me restou uma. Dei um último gole no meu keep cooler e deixei a garrafa em cima de uma mesinha que tinha no cantinho da parede. Entrei no cômodo e então o vi deitado no chão com a garrafa de tequila vazia. Fechei a porta  e rapidamente corri até ele e me ajoelhei ao seu lado.
-Joe? –Eu disse implorando a mim mesma para que ele respondesse. –Joe? Por favor Joe! –Eu disse colocando seu cabelo para a trás e passando minha mão por sua testa.
Então vi sua mão se movendo. Ufa.
-Joe? Você está bem?
-Demi? –Ele disse aos poucos abrindo os olhos.
-Sim Joe! Você está bem.
-Demi eu te quero. –Essas palavras me fizeram congelar. Eu ouvi direito?
-Joe você está bêbado!
-Demi, por favor.
-O que Joe?
Ele então com a minha ajuda se sentou no chão. Me sentei bem próxima a ele.
-Demi eu gosto de você.
-Não Joe, você está bêbado, não sabe o que está falando. –Eu queria acreditar nas palavras dele, mas ele parecia estar realmente afetado pela bebida.
-Demi... –Ele disse pegando na minha mão. Seu toque me deixou arrepiada. –A melhor coisa que me aconteceu esse ano foi ter você ao meu lado.
Meu coração começou a bater muito rápido. Eu comecei a repetir essas palavras várias vezes na minha mente, eu não queria, mas é algo involuntário ficar pensando e pensando. Joe ainda tinha minhas mãos envolvidas em suas mãos, por mais que ele estivesse bêbado eu ainda podia sentir que eu precisava daqueles lábios nos meus, precisava sentir sua pele na minha, eu realmente queria algo com ele. Mas minha consciência não deixaria isso acontecer. Droga, eu não posso gostar dele, ele é apenas meu amigo... e tem o Logan.
-Me desculpe Joe. –Eu disse separando nossas mãos. –É melhor eu te levar para a casa.
-Não Demi. –Ele disse pegando minha mão de novo. –Por favor. –Ele então puxou minha mão pra perto e eu me aproximei. Nossos rostos ficaram afastados por cerca de cinco centímetros. Eu podia sentir sua respiração. Nós dois ficamos em silêncio e ficamos nos olhando profundamente. Ele então tirou uma mecha do meu cabelo que estava no meu rosto, colocando-a atrás da minha orelha. Logo então se aproximou e finalmente nossos lábios se tocaram. Senti algo que não sei explicar, só me deu mais vontade de beija-lo, de toca-lo e de ficar beijando-o ali para sempre. Mesmo sabendo que é errado, continuei beijando seus lábios, percebi que por mais que ele não esteja totalmente consciente era impossível largar seus lábios. Envolvi meus braços em seu pescoço e nossos beijos foram ficando mais intensos. Algumas vezes eu interrompia para poder respirar e enquanto eu respirava ele beijava meu pescoço.
Não acredito que isso realmente esteja acontecendo, parece que amanhã vou acordar e isso não vai passar de um sonho, mas não é sonho. É real. Estou sentindo, estou vendo. Fiquei pensando que amanhã talvez Joe não se lembrasse de nada e então esses pensamentos me fizeram interromper de vez os beijos. Eu não quero que ele não se lembre. Quero que seja especial. Ok é só uma ficada, mas eu gosto muito do Joe para ser só “uma ficada”. Quero mais que isso.
-Não posso fazer isso. –Me levantei rapidamente e Joe ficou me olhando. –Me desculpe. –Então sai do quarto correndo, sem sequer olhar para trás. Percebi que estava mais frio do que na hora que cheguei, senti vontade de chorar e não sei por que. Talvez eu até saiba, mas não há razões para chorar por causa disso. Como sou idiota, já estou sentindo uma lágrima escorrendo. PARA DEMETRIA! PARA. Minha melhor solução é olhar para cima. Então levantei a cabeça e fiquei olhando até a vontade de chorar passar. Nem sei onde estou, é um corredor pouco iluminado e só há uns três casais encostados na parede se beijando. Casais. Droga, vontade de chorar novamente. Seja forte. Dessa vez não vou chorar, vou apenas sair desse lugar. Fui andando e então desci as escadas. Tropecei e quase cai, mas Paul me segurou.
-Oi Demi. –Ele disse sorrindo. –Melhor tomar cuidado.
-Oi... –Eu disse meio sem graça.
-Aconteceu algo?
-Não, só não estou me sentindo muito bem...
-Ah, quer que eu te leve para a república? Eu já estou indo embora...
-Se não for incomodar, ir embora é o que eu mais quero no momento. –Eu disse dando um risinho sem graça.
-Não tudo bem. Vamos?
-Sim, só preciso falar com o Cory antes, você viu ele por ai?
-Acho que o vi na cozinha. Vai lá, te espero lá fora ok?
-Ok, só me dê alguns minutos.
Então fui até a cozinha e vi Cory bebendo Pepsi.
-E ai amigo. –Eu disse sorrindo. –Noite ruim?
-Sim, péssima. –Ele disse tentando sorrir.
-É eu digo o mesmo. Eu vou indo embora, arranjei uma carona. Você tem como ir pra sua casa?
-Sim, pode ficar tranquila. Acho que vou com o Nick. Aliás, você viu a agarração entre ele e a Miley? –Ele disse rindo.
-Não! Sério? Meu Deus. –Comecei a rir.
-Sim. Foi até divertido ver. Enfim, e o Joe?
-Ele está bêbado lá no quarto... –Eu disse lembrando de tudo. –Acho que ele vai ficar por aqui.
-Entendi. Então até a próxima. –Ele me abraçou. –Gostei de te conhecer.
-Até mais Cory, também gostei de te conhecer. –Eu sorri e então depois de me despedir mais uma vez saí da casa e vi Paul me esperando.
-Demorei?
-Não. –Ele disse rindo. -Então vamos... Estou com sono. Você tem problemas com moto? –Ele disse sorrindo e indo até uma linda moto preta e me dando o capacete.
-Não, eu adoro motos... Só acho que vou sentir frio. –Eu disse rindo.
-Sem problemas. –Ele disse tirando sua jaqueta e me dando.
-Não precisa Paul... –Eu disse ficando sem graça.
-Não, tudo bem. Essa aqui já é bem quentinha.
-Ok então. –Eu disse vestindo a jaqueta. Coloquei o capacete, ele subiu na moto e depois eu subi. Coloquei minhas mãos na sua cintura e ele deu a partida. Depois de alguns minutos chegamos até a república.
Descemos da moto e ele me levou até a porta do meu quarto.
-Obrigada pela carona. –Eu disse sorrindo e tirei a jaqueta dele. –E pela jaqueta também.
-Não tem de que. –Ele sorriu de volta.
-Então... Boa noite.
-Boa noite. –Ele se aproximou e beijou meu rosto. Fiquei um pouco tímida em relação a isso, e acho que ele percebeu então eu entrei no meu quarto.
Deitei na minha cama e fiquei pensando em Joe o tempo todo. Ele não saia da minha cabeça, eu tentava pensar em qualquer outra coisa, mas ele sempre vinha à minha mente. A todo o momento eu queria sentir seus beijos novamente, e isso só me deixava mais magoada. Fui caindo no sono, então resolvi tirar a roupa e peguei apenas um camisão velho para dormir. Quando fui me deitar ouvi alguém batendo na minha porta.
-Quem é?
Ninguém respondeu, apenas continuaram batendo. Abri a porta e era ele.


CONTINUA... 
Sei que vocês estão com uma EXTREMA RAIVA pela demora desse capítulo, mas é que a escola está realmente muito corrida, e meus horários com os da Bia não batem, ai fica bem difícil pra gente combinar algo etc... Mas tá aí o capítulo. Espero que vocês gostem. 
O que acharam? Primeiro momento Jemi hahaha... E quem será esse no final? Cory? Joe? Paul? Ou alguém do passado... Fiquem no mistério MUAHAHAHAHA
No mínimo 10 comentários para o próximo.
Ah e queria pedir ajuda para vocês divulgarem o blog, queremos a meta de alcançar os 250 seguidores, se alcançarmos vamos realizar algumas supresinhas. Beijos


 

domingo, 18 de agosto de 2013

1ª Temporada Meet You In Paris - 9º Cap:"Ok, agora vou me retirar porque é meio constrangedor ver meu professor de cueca"



Ela ficou me encarando por alguns segundos. Que baita desgraça. Eu recusei a carona com Miley e Nick achando que ia sozinha com Joe, até eu ver a namoradinha dele.
-Oi Blanda. –Eu disse forçando um sorriso.
-Vamos logo. –Ela disse virando a cara e saindo. Joe não saiu ficou me olhando com uma expressão de vergonha.
-Me desculpe por ela... Você está bem?
-Estou sim. –Forcei mais um sorriso. –Vamos?
-Claro. E você está muito bonita.
-Obrigada, você também não está nada mal para um americano de sotaque britânico. –Eu disse e nós dois rimos.
-O que é tão engraçado? –A ingrata disse nos olhando parada como se quisesse que acelerássemos para chegarmos logo.
Então começamos a andar e chegamos até o carro. Quando chegamos tinha um garoto encostado no carro. Ele era bem alto. A luz do poste que batia em seu rosto mostrava suas belas feições. E ele era realmente alto. Eu gosto de garotos do meu tamanho, e ele era bem maior do que eu. Mas não deixava de ser bonito. Quando percebi Joe já estava o cumprimentado e nos apresentando.
-Demi, esse é o Cory. Meu colega, ele mora aqui em Paris, mas ele é do Canadá.
-Muito prazer Cory. –Eu disse apertando a mão dele e sorrindo. Ele sorriu de volta.
-O prazer é todo meu Demi. Joe falou de você uns dias atrás.
-Falou é? –Eu disse sorrindo. –Espero que tenha falado bem! –Eu disse brincando.
-Dá pra irmos logo? –Blanda disse num tom de voz insuportável. Ela é sempre tão ridícula assim?
Enfim, entramos no carro e depois de alguns minutos Joe estacionou o carro em frente a uma casa bem grande e bonita.
Descemos do carro e Cory começou a puxar papo comigo.
-Então você conhece a Lea?
-Ainda não. Pretendo conhecê-la hoje. –Eu disse sorrindo.
-Eu também não conheço. –Ele disse com um lindo e tímido sorriso no canto do rosto.
-Então caso fiquemos forever’s alones na festa podemos ficar juntos. Já que não conhecemos a anfitriã. –Eu disse rindo.
-É isso ai. –Ele também riu.
Entramos na casa, algumas pessoas já estavam com copos na mão bebendo algo que não sei dizer o que era, e é realmente uma casa grande. Então uma garota baixinha de longos cabelos pretos veio em nossa direção e abraçou Joe.
-Que bom que você veio Joe! –Ela disse em um tom doce de voz. –Olá Blanda. –Ela disse em um tom de voz mais rude e apenas fez um aceno com a cabeça pra ela. Só ela que não percebe que ninguém gosta dela? Também desagradável desse jeito.
-Bom te ver Lea. –Ele disse sorrindo. –Essa é a Demi. –Disse me apresentando e apertei a mão dela e dei meu melhor sorriso. –E esse é o Cory. –Quando olhei para o rosto de Cory notei que seus olhos estavam fixados em Lea e estavam quase brilhando. Percebi que era aquela carinha de quando um menino acha uma menina bonita. É realmente, Lea é muito bonita, porém ela não deu muita bola para o pobrezinho. Eles apenas apertaram as mãos e ele ainda não havia tirado os olhos dela.
-Pessoal fiquem a vontade. A casa é um pouco grande, mas podem usar qualquer cômodo.
Disse um “obrigada” apenas movimentando a cabeça.
-Joe vamos beber algo? –Blanda disse puxando o braço dele feito uma criança.
-Vamos amor. –Ele respondeu. –Bom, vou pra lá, querem alguma coisa?
Eu e Cory nos olhamos.
-Não. –Dissemos juntos.
Então Joe e Blanda saíram. Eu e Cory ficamos em pé nos olhando e estávamos pensando tipo ‘legal, o que vamos fazer?’
-Quer se sentar? –Ele disse apontando para um sofá há alguns passos dali. Fiz um sim com a cabeça e nos sentamos.
-Então você é Canadense... Eu sempre quis conhecer o Canadá!
-É bem legal lá, eu adorava, mas aí meu pai se casou com a Audrey e ela é cidadã daqui e então tivemos que nos mudar... Mas eu gosto daqui, é bem legal também.
-Ah... Entendi. Você sente falta de lá? Porque eu sinto tanto a falta da minha casa.
-Sim, sinto muito falta de tudo. Onde você mora?
-Newport. Conhece?
-Já ouvi falar... A mãe do Joe mora por lá né?
-Sim, em uma cidade há uns 40 quilômetros de distância.
-Ah interessante...
-Então..
-Então...
Ficamos sem falar nada, nem assunto nós tínhamos. Eu pensei em perguntar o que ele achou da Lea, mas não somos tão íntimos para eu fazer uma brincadeirinha dizendo que ele ficou babando por ela.
-O que achou da Lea? –Perguntei para quebrar o gelo, mas não disse nada demais.
-Ela é bem bonita... E parece ser legal. –Ele disse tentando disfarçar.
-Qual é você gostou dela né? –Eu disse sorrindo e vi surgindo no canto de sua boca aquele mesmo sorriso. É fofo.
-Não... Quero dizer... Sim. Mas não. Entendeu?  -Ele disse confuso. Eu comecei a rir.
-Sim, entendi. Você a achou bonita e gostou dela, mas também não é aquele amor à primeira vista ridículo que só se passa em novelas mexicanas. –Eu disse rindo e ele concordou e caiu na risada também.
-Então, o Joe falou bem de você. Ele disse que mesmo te conhecendo há pouco tempo ele já te considera uma amigona. E ele estava certo quando disse que você era bonita. –Meu Deus o Joe disse ao amigo dele que eu sou bonita?
-Ele disse é?
-Sim. –Ele disse sorrindo. –E realmente é verdade o que ele me disse.
-Ah.. –Eu disse e senti meu rosto corando.
-E ai, gostando de Paris? –Ele disse mudando completamente o assunto.
-Sim é fantástico, mas ainda sinto falta de casa...
-Realmente é uma cidade linda... Mas nossa casa sempre é melhor né? –Ele disse rindo.
-Mas pelo menos estou fazendo bons amigos. –Eu disse sorrindo e ele retribuiu. Não sei dizer se estávamos exatamente flertando, mas apenas o vejo com um grande amigo futuramente.
Depois de uns minutos conversando sobre coisas do dia a dia Joe voltou de mãos dadas com Blanda. Aquilo fez minha cabeça esquentar, não quero admitir que sinto ciúmes... Quer dizer eu não sinto ciúmes, só não gosto de ver os dois juntos.
-Tem lugar pra mais dois aí? –Ele disse se sentando ao meu lado e Blanda se sentou também.
-Claro... –Eu disse me afastando um pouco dele e indo mais perto de Cory para evitar confusões  com Blanda, mas fiz isso discretamente.
-Nossa que festa mais chata. As festas da faculdade são bem melhores. –Ela disse. Que menina ignorante.
-Amor ainda nem começou direito. –Ele disse tentando convencê-la de que a festa será boa, mas uma novidade pra ela: com essa infeliz ai a festa vai ser uma merda.
-Ai Joe! Como você é chato. Eu disse que não queria vir nessa festinha. –Nossa o sangue começou a correr pelas minhas veias com vontade de estapear essa garota.
-Joe você pode me levar até a cozinha, por favor? Quero beber algo... –Eu disse querendo o levar para outro lugar.
-Claro. –Ele disse se levantando rapidamente e eu também me levantei. –Já volto. –Ele disse beijando a bochecha de Blanda e ela fez uma expressão de “tanto faz”
Joe foi à minha frente e fui seguindo ele, a cozinha era um pouco longe, a casa era realmente grande. Quando chegamos lá estava vazia.
-Então... –Ele disse me olhando.
-Você está bem?
-Sim. –Ele disse desviando o olhar.
-Joe. –Eu disse me aproximando. –Não fica assim por causa dela.
-É que ela me tira do sério. –TERMINA COM ELA ENTÃO IDIOTA! –E eu não sei se devo terminar ou não.
-Joe o que você quer? –Eu disse fazendo-o olhar nos meus olhos.
-Eu não sei exatamente o que quero. Mas acho que não quero mais ficar preso à ela. –ISSO ISSO ISSO ISSO! Meu coração bate mais rápido. Ele disse isso mesmo? Tento não demonstrar minha animação, não sei se estou conseguindo realizar isso com sucesso, mas quem liga?
-Faça o que te faz sentir melhor. –Eu disse sorrindo e passando a mão no ombro dele, como um gesto amigável.
-Que tal uma bebida pra esquecer tudo isso? –Ele disse pegando uma garrafa de tequila e dois copos de shoot.
Eu não sou to tipo que bebe, mas uma dose não vai fazer mal né? Peguei o copo e sorri e ele então retribui o sorriso e encheu meu copo. Eu ia beber até que ele me parou.
-Calma Demetria... Parece que você é inexperiente nisso. –Ele disse com um sorrisinho com jeito safado no canto do rosto.
-É, não sou de conhecer o que tem que fazer pra beber. Temos que fazer a dança da chuva? –Eu disse ironizando.
-Limão e sal. –Ele disse pegando e cortou o limão em quatro. –Você faz o seguinte, me dá sua mão. –Estendi a mão e ele jogou sal na extremidade entre o polegar e o indicador. –Agora me deixe fazer na minha mão. –Ele fez o mesmo. –Agora é só lamber o sal. Pronta?
-Sim.
-1... 2 ...3 –Então por mais esquisito que seja lambi todo o sal que estava na extremidade de minha mão e depois tomei a dose de tequila assim como Joe.. –Rápido o limão. –Ele disse apontando e eu peguei o limão, coloquei na boca e o chupei. Me engasguei um pouco e comecei a tossir. Joe e eu começamos a rir.
-Você é uma pateta Demi. –Ele disse rindo.
-Eu sei. –Eu disse rindo também.
-Mais um shoot?
-Talvez mais tarde....
-Ah eu já cortei o limão em quatro, só mais uma Dem, por mim? Pela nossa amizade? –Ele disse fazendo biquinho e não resisti.
-Ok só mais uma ok?
-Ok. –Então antes de tomarmos ele levantou o copo. –Um brinde à nós!
-Um brinde a nós! –Repeti e fizemos tudo de novo, sal, tequila, limão, porém dessa vez não me engasguei.
Então paramos por ali. Colocamos os copos em cima da bancada e acidentalmente nossas mãos se tocaram. Então sem falarmos nada, apenas nos olhamos e nossas mãos continuaram perto. Perto até demais.
Então nossos olhares ficaram fixos, um encarando o outro. Meu coração começou a acelerar, e acelerar e acho que isso resulta em minhas mãos começarem a suar.
“Joe!” Ouvimos uma voz vinda de longe nos fazendo retirar as mãos dali no mesmo instante.
Então a voz se aproximou. Era ela. Tinha que ser. Para estragar tudo. Blanda.
-Vocês estão demorando demais. O povo já está chegando. Vamos Joe. –Ela disse puxando ele pelo braço.
-Te vejo lá? –Ele disse sorrindo.
-Sim. Eu já vou.
Então quando ele saiu com a namoradinha escrota dele, eu fiquei ali um pouco pensando nas coisas. Não estava me sentindo muito bem, minha cabeça estava latejando e ficava repetindo o momento em que nossas mãos se tocaram. Não pode ser possível, eu não posso sentir algo assim por ele, na verdade eu não posso sentir nada por ele.
Então ouvi um barulho estranho de algo caindo ou algo do tipo, resolvi “seguir” o barulho. Não estava muito longe da cozinha, parecia vir de trás de uma porta que ficava ali bem próximo. Fiquei pensando se deveria ou não abrir e então resolvi colocar minhas mãos na maçaneta e então gira-la. Quando abri então a porta, me deparei com dois corpos semi-nus se pegando.  Não eram apenas dois corpos.
-Nina? –Eu disse surpresa. –Professor Ian? –Disse ainda mais surpresa. Então ambos me olharam com medo e eu fiquei olhando confusa, e não pude deixar de notar que corpão que Ian tem. –Me desculpe, eu... eu não queria interromper.
-Demi você não pode contar isso para ninguém.
-Fica calma Nina, eu não sou nenhuma fofoqueira. –Eu disse sorrindo tentando passar confiança. Realmente eu não vou contar para ninguém, pois além de Nina ser minha amiga (ok não exatamente amiga) eu gosto das aulas do Ian, e não quero que ele seja demitido por ter um caso com uma aluna.
-Muito obrigada Demi, eu confio em você! –Ela disse sorrindo.
-Ok, agora vou me retirar porque é meio constrangedor ver meu professor de cueca. –Eu disse rindo e sai de lá fechando a porta.
Ual, Nina e Ian, quem diria... Bem, após ver toda essa cena, resolvi ir até a sala. Tinha muito mais gente do que quando eu cheguei, vi até Nick e Miley sentados no sofá conversando, eu ia me juntar, mas lembrei de tudo o que a Miley havia me dito e resolvi não interromper.
Joe estava conversando com Lea, Blanda estava com uma cara de bosta como sempre e Cory estava sozinho. Resolvi me sentar novamente ao lado dele.
-Estou de volta.
-Oi, -Ele disse sorrindo alegremente ao me ver. –Ainda bem que você voltou, não aguentava mais ficar ouvindo a Blanda reclamar então decidi ficar sozinho e eu não gosto de ficar sozinho.
-Mas e aí, já falou com a Lea hoje?
-Ainda não. –Ele disse meio desapontado.
-Então vem. –Eu disse me levantando e puxando ele pela mão. Fomos até perto de Joe e Lea e nos sentamos. –Oi pessoal.
-Oi. –Joe disse sorrindo.
-Olá. –Disse Lea. –Estão gostando da festa?
-Sim, com certeza. –Disse Cory sorrindo para ela, que não retribuiu com tanta emoção.
-O que vocês acham da gente fazer algo interessante? –Disse Blanda. –Essa festa tá muito chata.
-Tipo o que querida? –Disse Lea.
-Rodar a garrafa, jogar “eu nunca” ou qualquer coisa mais útil do que ficar olhando pra esse seu rostinho.
-Blanda! –Joe disse bravo com ela.
-Não Joe tudo bem. –Ela disse sorrindo com um pouco de maldade no olhar. –Vamos jogar eu nunca.
-Miley, Nick, venham também! –Ela os chamou. Então formamos uma rodinha no chão, eu,  Cory, Lea, Joe, Blanda, Nick e Miley respectivamente. –Vou pegar a tequila e já volto. –Ela disse se levantando. –Você pode me ajudar a trazer os copos? –Disse perguntando a Cory. Fiquei feliz por ele. Então os dois foram até a cozinha e depois de alguns minutos voltaram com a tequila e os copos.
-Tá na hora de começar. –Disse Joe encarando todos e mordendo o lábio. Isso foi extremamente sexy.


 Continua....
E ai pessoal o que estão achando? Bom esse capítulo não está extremamente bom, mas o próximo trás muitas surpresas, confusões e mil tretas então fiquem ligados. Mas e aí sentiram o clima Jemi na hora que a mãozinha deles se tocaram? Hm..... o que será que vai rolar no próximo capítulo hein? Vocês não podem perder, está demais! No mínimo 10 comentários para o próximo.

Ps: desculpa a demora pra postar esse, é que com a semana de provas na escola ficou bem difícil arranjar um tempo pra escrever.